Tá chovendo e tem algo de bom nisso, exterioriza o interior que não sinto.
Minha Lucy morreu. é. Ela morreu e acho que vou repetir isso até não repetir mais. Ainda não me pertence, sinto de todas outras maneiras possíveis. Construo barreiras de areia e dentro delas estou dormindo na maior parte do tempo, sonhando com tudo menos minha vida.
A dor da perda não dói. Qualquer dor supérfula é mais sentida e abordada que essa. O luto não existe. Morreu com ela, como tantas outras coisas.
E agora sou uma estranha em meu mundo, caminhando entre pessoas incapazes de notar a diferenca, cadáveres.
Faco um brinde à vida, à qualquer merda que se faca sem eu ser ou estar. Mais um gole e quem sabe… Não. Não vai ser diferente