Não tem trilha sonora, é uma viajem longa, solitária, gelada e de rumo desconhecido.
A casa está lá, a casa que nos uniu por tantos carnavais. Que viu netos nascerem, crescerem. A casa está lá. Ela não.
Minha Lucy deixou de estar. Assim, simples e sem muito o que dizer a respeito.
Nossa mãe, avó, irmã, filha, amiga, nossa Lucy fez a curva na estrada.
E, como diz o poeta, morrer é só não ser visto.
Lucy, Dalva que nem estrela, nasceu e viveu em beleza eterna, Beleza maior que sempre tentou nos passar. E esse dia há de ser belo, por uma estrela que deixou de piscar.
No fim, Lucy não fracassou em sua missão. Essa beleza vive agora, nesse momento. Onde, todos juntos, somos um só em saudade e sofrimento.
À minha Lucy Dalva Bovolenta 21/12/1942 - 12/03/2011
Você é o ser mais importante da minha vida, minha luz e meu caminho. Eu te amo.